Passat Iraque de 1987 vira 'sobrenome' do dono

José Augusto Viana é conhecido como Zé do Passat.
Modelo ganhou portas 'asa de gaivota' e peças de Gol, Stilo e Santana. 

Se um dia você estiver andando por São Paulo e vir um Passat abrir as portas no estilo “asa de gaivota”, não se assuste e tente conhecer o dono, José Augusto Viana.
Na infância pobre, o carrinho que Viana tinha era de madeira, aqueles artesanais, que dificilmente são encontrados hoje em dia. A primeira bicicleta veio tarde, já na adolescência, e foi nela que Viana começou a colocar a criatividade para fora.
Aos 17 anos, chegou sozinho a São Paulo e arranjou emprego em uma empresa de soldas elétricas, onde aprendeu também a mexer com cortes de metal e dobras. “Cheguei a ganhar prêmios em dinheiro porque criava coisas na máquina que aumentavam a produção e facilitavam o meu serviço”, conta.
O primeiro trabalho durou 14 anos e deu o suficiente para comprar um Passat “Iraque”, de 1987. A Volkswagen exportou versões LSE do “sedã” para o Oriente Médio, entre 1983 e 1988, e um excedente foi vendido no Brasil, ganhando o apelido.
Após a aquisição, Viana se tornou um menino que ganha uma caixa de blocos de montar e espalha tudo no chão da sala. “Nunca tive isso, e o que não pude fazer quando criança, comecei a fazer já adulto. Foi uma inspiração poder usufruir do que gosto”, contou. 

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